Quero uma rede
Em duas palmeiras
Para me perder
Sem eira nem beira
Água na moringa
Copo de barro
Vento para ver
O calor secar na pele
Triângulo e zabumba
Para os meus ouvidos
Me fazarem viajar
Não para longe
Mas para cima
E o meu sonho
De terra seca
E calma em minha volta
Tomar conta de mim
Quero desfrutar da paisagem
Do meu quintal de sombra fresca
Da árvore frondosa, que eu quando criança
Subia entre seus galhos
E descia com aquela fruta de vez
A me melar na boca o doce do meu lar
Lá eu quero me lambuzar de novo
Voltar a pegar no chão
Sentar na calçada com o meu amor
Tocar violão e dormir na varanda
Com a paz que o vento frio
Me traz do meu imenso e temporão Nordeste
Em duas palmeiras
Para me perder
Sem eira nem beira
Água na moringa
Copo de barro
Vento para ver
O calor secar na pele
Triângulo e zabumba
Para os meus ouvidos
Me fazarem viajar
Não para longe
Mas para cima
E o meu sonho
De terra seca
E calma em minha volta
Tomar conta de mim
Quero desfrutar da paisagem
Do meu quintal de sombra fresca
Da árvore frondosa, que eu quando criança
Subia entre seus galhos
E descia com aquela fruta de vez
A me melar na boca o doce do meu lar
Lá eu quero me lambuzar de novo
Voltar a pegar no chão
Sentar na calçada com o meu amor
Tocar violão e dormir na varanda
Com a paz que o vento frio
Me traz do meu imenso e temporão Nordeste
***
Marcos Medeiros diz: Ôôô terra boa!
