sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não existe almoço grátis!

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É preciso um pouco mais de sensibilidade e inteligência 
Para reconhecer seus objetivos e limites.
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Tudo que você vai ganhar tem que ser resultado de um esforço anterior
Seja um esforço intectual, ou um esforço braçal.
Ou seja: Não existe almoço grátis!
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A matemática é a arte de imaginar. Ela serve para estuprar sua mente!
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Só quem compra no pico da alta e vende no fundo da baixa é o mentiroso.


Francisco Braga - Professor de Economia
2010.2 - Engenharia de Telecomunicações
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobral



Fui recebido por uma noite fria
Agradável, como poderia ser melhor
Diante de muita gente alto astral
Em uma cidade limpa, e ainda por descobrir
O quanto seria quente o dia seguinte
Na acolhedora e real Sobral

Cidade dos estudandantes
Do Ceará em carne viva
No calor do Mercado Central
Ou dentro das Universidades
Que tanto atraem gente de todos os cantos
Para viver o que tu dás

Cidade elegante, do Arco, dos jovens
Das belas Igrejas antigas das Nossas Senhoras
E das senhoras nas sombras de suas calçadas
Dos Escravos e do Patrocínio
Da margem que tornou leve a esquerda do peito
Por caminhar alí e me fazer fluir

<< Veja o sol
É demais essa cidade
A gente vai ter um dia de calor! >>

Sobral, de raxar com prazer minha pele
De assustar os desavisados
E fazer amar os mais inteligentes

Da prosperidade que tu provéns
Das fachadas e do suor constante
Do eclipse que disse que tudo é relativo
Das meninas bonitas e garotos atentos
E das águas e árvores mais bem-vindas

E quando volto a minha casa,
Sonho contigo Sobral
Que me levou perto das minhas origens
Me acolheu e ficou com um pedaço de mim
E quer que eu volte
Para mergulhar em teu calor
E então, sonhar de novo.

--
14 de Novembro, um dia depois da volta
Com meu prazer regional.
Marcos Medeiros

sábado, 6 de novembro de 2010

Estrela

Quero muito te ver
Apesar do medo
De sentir meu corpo padecer
Diante do dito cansaço
Às 5 horas da manhã

Quero muito te ver
E não quero dormir
Para ter a certeza de que estarei acordado
Com meus olhos brunidos pra ti
Para sair ao teu encontro
A tempo de te abraçar

Bem como uma estrela
De beleza canora
Passa por mim e cego com sua luz
Mas sigo o caminho
Pois sei que tu já o desenhaste
Perfeito para mim
Completo para você

Estrela, estrela
Deusa dos quatro ventos
Das sete maravilhas
Do meu interior
Antigo ou moderno
Da minha essência

Estrela, estrela
Quero tua cadência em mim
Para que eu possa te pôr em meu colo
E me centelhar por inteiro
Ao sentir tua pele mais uma vez
Com a minha, em desespero constante

Estrela, estrela
Dona de todos os lugares onde vou
Escuta em meus versos!
Em minhas pressas por ti
Em meus choros por ti
Em cada respiração minha por ti!
Os mais puros impulsos
Do gentil beijo que te mando
Em sopro pelas minhas mãos
--
Marcos Medeiros

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A VOLTA

Voltamos às atividades aqui no Engenharia!
Estivemos um tempo parados, mas estamos voltando.
Leia, interaja, comente!

Esperamos você aqui!

=)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Como mais um desejo


Como vens pra mim, eu te espero
Com a mão suada e testa quente
Tradução da minha ansiedade
Que de centelhas enche meu olhar


Se tu dizes que me ama, com palavras sutis
Eu acredito, pois o mesmo de mim emana
Com a delicadeza do cuidado teu
E a destreza de quem te faz a felicidade


Como tu me encantas a cada vez que te vejo
Reluzente, eu te encontro
Como espelho nenhum pode te mostrar


Como tu de beleza me enches
Só quero saber do teu encontro
Pois teu cheiro me faz esvair no teu ar
 
-- Sans plus parler ...
De MEDEIROS, Marcos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nordeste


Quero uma rede
Em duas palmeiras
Para me perder
Sem eira nem beira
Água na moringa
Copo de barro
Vento para ver
O calor secar na pele

Triângulo e zabumba
Para os meus ouvidos
Me fazarem viajar
Não para longe
Mas para cima
E o meu sonho
De terra seca
E calma em minha volta
Tomar conta de mim

Quero desfrutar da paisagem
Do meu quintal de sombra fresca
Da árvore frondosa, que eu quando criança
Subia entre seus galhos
E descia com aquela fruta de vez
A me melar na boca o doce do meu lar

Lá eu quero me lambuzar de novo
Voltar a pegar no chão
Sentar na calçada com o meu amor
Tocar violão e dormir na varanda
Com a paz que o vento frio
Me traz do meu imenso e temporão Nordeste

***

Marcos Medeiros diz: Ôôô terra boa!

Alvorada dos sonhos


É quando acordo para um novo dia
Que sempre retorna em mim a louca vontade
De estar com meu amor
Vendo as árvores distantes
E sentido o frio do amanhecer na pele
Trazendo-me a sensação de que somos únicos
Ao desfrutar a alvorada, de mãos dadas
E me sinto ébrio com o cheiro da minha amada

Estando lá,
É ouvindo os pássaros em revoada, à beira-rio
E sentido o vento a tocar meu rosto
Que vejo o resultado do crepúsculo matutino
Nos olhos do meu amor
Isso me causa enlevo
E eu me deleito de paixão.

***
Marcos Medeiros, em lembranças e imaginações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O meu amanhecer


Quando amanheço por aqui
Conto os dias para não acabar
A satisfação do cheiro da terra
Das plantas e da cidade
Que ainda dorme
Mas desperta com o canto dos pássaros

O dia com muitas nuvens
Me recebe na derradeira manhã
Olho pra cima e me despeço
Agradeço por me permitir ter
Em tão bom dia
O leve calor do sol escondido
O vento, que bate em meu braço
E a companheira
Que em mim cresce
E eu a protejo


Me aqueço ao caminhar pela bela manhã
Em volta da minha casa tenho passado e futuro
Vejo no chão marcas dos novos e dos velhos
Sinto que sou daqui
Que estou entre os meus


E na calçada do meu lar
Sentado no chão da rua vazia
Ou em uma daquelas cadeiras azuis,
Que tantos anos de história tem pra contar,
Celebro o abrir dos meus olhos
Que já veem a sombra da mão que aqui escreve
E assistem uma cena única de mim


Pássaros no chão e gatos atentos
O barulhos das grandes avenidas
Com o vermelho impactante das acerolas
No topo daquele pé


Das pessoas que passam
Indo e voltando
Dos galhos que sentem o leve vento
Das flores que já caíram
Dos urubus que pairam no ar
E do cachorro, que naquele canto de areia
Vigia a esquina da rua
Que sempre me acolheu


Eu sei,
E pelas coisas que não chegam a esse papel,
Eu sei,
Eu estou onde eu devo estar.
 
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Teresina, 09 de janeiro de 2010
Em umas daquelas manhãs de despedida de volta pra Fortaleza.