Quando amanheço por aqui
Conto os dias para não acabar
A satisfação do cheiro da terra
Das plantas e da cidade
Que ainda dorme
Mas desperta com o canto dos pássaros
O dia com muitas nuvens
Me recebe na derradeira manhã
Agradeço por me permitir ter
Em tão bom dia
O leve calor do sol escondido
O vento, que bate em meu braço
E a companheira
Que em mim cresce
E eu a protejo
Me aqueço ao caminhar pela bela manhã
Em volta da minha casa tenho passado e futuro
Vejo no chão marcas dos novos e dos velhos
Sinto que sou daqui
Que estou entre os meus
E na calçada do meu lar
Sentado no chão da rua vazia
Ou em uma daquelas cadeiras azuis,
Que tantos anos de história tem pra contar,
Celebro o abrir dos meus olhos
Que já veem a sombra da mão que aqui escreve
E assistem uma cena única de mim
Pássaros no chão e gatos atentos
O barulhos das grandes avenidas
Com o vermelho impactante das acerolas
No topo daquele pé
Das pessoas que passam
Indo e voltando
Dos galhos que sentem o leve vento
Das flores que já caíram
Dos urubus que pairam no ar
E do cachorro, que naquele canto de areia
Vigia a esquina da rua
Que sempre me acolheu
Eu sei,
E pelas coisas que não chegam a esse papel,
Eu sei,
Eu estou onde eu devo estar.
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Teresina, 09 de janeiro de 2010
Em umas daquelas manhãs de despedida de volta pra Fortaleza.

você realmente me emociona namorado
ResponderExcluiradoro todas as palavras
amo
mto lindoo....faz até a gnt imaginar como seria essa sensação..
ResponderExcluirabraços...