sexta-feira, 27 de março de 2009

Agonia e ansiedade




Uma sala escura, calma

Com a luz do dia distante

A passar pela janela afastada

Com olhos cansados, penso em ti


A noite passa

E por ruas vago

Os sonhos me levam

Ouvindo o som das folhas de altas árvores


Clima de solidão

Num lugar que não sei se existe

Mas lá, eu te procurava

E você dormia


Gritei por ti

Mas as ruas engoliram minha voz

Levaram-me para onde não sei

E fiquei sem você, novamente


Onde tu te encontras

Meu anjo lindo?

Leva-me para tua casa

Tira-me desta chuva


Acolhe-me, enxuga-me, ama

Ria para mim

Afasta estes ares noturnos

Que sem você tornam-se pesadelos


Quero tua paz

Das copas frondosas do fim de tarde

Do cheiro da ansiedade

Do abraço que me reergue.


Marcos Medeiros

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