segunda-feira, 27 de abril de 2009

Olhos de perdição





Ao olhar teus olhos, minha flor

Não sei o que faço...

Eles me cobrem, eles me tomam

Fico preso neste teu vasto mundo

De nobrezas e belezas

E não sei o que faço.


Pertos ou longe

Eles são espelhos

Refletores da máscara obscura

Que meus mistérios insistem em criar


Afinal, quem sou eu?

Me desconheço e me perco

Porém, minha amada,

Teus olhos me mostram o caminho

Para saber quem sou, onde estou.


Eles sãs as margens

Do meu rio nervoso

Que procura o destino de amor

Escondido em todos os passos do teu corpo

Me sinto insaciado, mas tuas margens...

Teus olhos... Me cuidam.


Teus olhos não são apenas humanos

Creio que deva ser uma perfeição maior

E seja lá o que seja este

Quero para o resto dos meus dias

E que meus dias sejam vãos

Se não tiverem tal encanto ao seu olhar.


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Marcos Medeiros

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