quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nordeste


Quero uma rede
Em duas palmeiras
Para me perder
Sem eira nem beira
Água na moringa
Copo de barro
Vento para ver
O calor secar na pele

Triângulo e zabumba
Para os meus ouvidos
Me fazarem viajar
Não para longe
Mas para cima
E o meu sonho
De terra seca
E calma em minha volta
Tomar conta de mim

Quero desfrutar da paisagem
Do meu quintal de sombra fresca
Da árvore frondosa, que eu quando criança
Subia entre seus galhos
E descia com aquela fruta de vez
A me melar na boca o doce do meu lar

Lá eu quero me lambuzar de novo
Voltar a pegar no chão
Sentar na calçada com o meu amor
Tocar violão e dormir na varanda
Com a paz que o vento frio
Me traz do meu imenso e temporão Nordeste

***

Marcos Medeiros diz: Ôôô terra boa!

4 comentários:

  1. Meu poeta inspirador de minhas poesias, sempre encantando-me com suas palavras.
    parabéns pelo talento meu querido amor.

    Abraços e continue escrevendo...
    não canso de ler.

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  2. Perfeito!
    Bom saber que teu talento está cada vez maior.
    Sei que já sabes, mas adoro ler o que escreves.

    beijos

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  3. eu gostaria muito de sentar na calçada com você meu amor e ouvir os toques do seu violão em Teresina.Vamos?

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  4. Marcos mais uma vez você escreveu uma poesia linda. Adoro todas.

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Comentários dos amigos dos Engenheiros