Meus olhos ainda não são capazes de entender
Te olho, mas um embaraço inesperado me atinge
Fico cego ao tentar ver tuas pálbebras abrindo
Não sei o que é, não sei quem tu és
Mas o que tu causas me despertou
E me amedrontou, pois quero te tocar e não posso
Acabo sentado em um banco desafinado
Esperando, sem voz, por tua passagem
Vejo as folhas das árvores se mechendo,
Em um balé atraente, me chamando
Mas nada se compara com o vento forte
Luz e cheiro que toma tudo quando tu chegas
Tudo para, e meus olhos se fecham
Então começa uma dança
Que seguindo um compasso majestoso
É digna de toda tua grandeza
E que eu morreria se, por um toque, eu alcançasse
Teus pés tocam o chão, docemente
Numa expressão clara de leveza entre os dedos e a terra
Não menos do que perfeita pra te receber
E me dei, eu, com minhas mãos trêmulas
Por sentir, feliz, que as outras tuas me tocavam no rosto
Tuas pernas se entrelaçavam em um passado completo
Um passeio diante de mim
Sem falta, sem pressa, sem dor
E ao teu dispor todo frio e calor
Quando imagino teus finos pelos
Quem brilham, cintilantes, ornando teu corpo
E te põem no topo entre as mais belas
Mulheres que ao teu lado, são sedentas de atenção
Teus braços se mexem e me fazem os ouvir
Pois em toda natureza
Meus ouvidos nada mais são além do que teus
E de tão entregue a ti, vejo teus dedos
Inebriarem flores com teu cheiro.
Apenas eu pensei que eles se movimentaram para me chamar
Teus cabelos mais parecem uma revoada de pássaros
Que voam juntos ao desejo mais cobiçado
E suas curvas no caminho da minha loucura
Esconde o ar que sempre me surpreende
Nas vezes em que sonhei repousar em teu ombro
Teus lábios se afastam, macios, molhados
Um sorriso se configura e tua boca chega ao ápice
Teus dentes reluzem o sol que, carinhoso, te toca
E eu me vejo, encantado, ao chão
Sem a mínima noção
Do que tu podes ser para mim
Ontem, quando dormi, eu tentei te encontrar
Mas acordei chorando ao ver que não estavas ali,
Do meu lado, como eu bem desejara.
Você me acontece e eu te realizo, perfeita
Mas um estalar de dedos me tira sua energia
E correr pelas ruas não vai me fazer te encontrar
Me resta, então, esperar a noite chegar
E te encontrar, fechando meus olhos, me chamando
Quando de sono eu não mais puder ficar de pé
Me iludindo para mais uma noite que vou dormir sorrindo
Na esperança de poder te encontrar.
>>> Madrugadas com lápis, na janela <<<
Te olho, mas um embaraço inesperado me atinge
Fico cego ao tentar ver tuas pálbebras abrindo
Não sei o que é, não sei quem tu és
Mas o que tu causas me despertou
E me amedrontou, pois quero te tocar e não posso
Acabo sentado em um banco desafinado
Esperando, sem voz, por tua passagem
Vejo as folhas das árvores se mechendo,
Em um balé atraente, me chamando
Mas nada se compara com o vento forte
Luz e cheiro que toma tudo quando tu chegas
Tudo para, e meus olhos se fecham
Então começa uma dança
Que seguindo um compasso majestoso
É digna de toda tua grandeza
E que eu morreria se, por um toque, eu alcançasse
Teus pés tocam o chão, docemente
Numa expressão clara de leveza entre os dedos e a terra
Não menos do que perfeita pra te receber
E me dei, eu, com minhas mãos trêmulas
Por sentir, feliz, que as outras tuas me tocavam no rosto
Tuas pernas se entrelaçavam em um passado completo
Um passeio diante de mim
Sem falta, sem pressa, sem dor
E ao teu dispor todo frio e calor
Quando imagino teus finos pelos
Quem brilham, cintilantes, ornando teu corpo
E te põem no topo entre as mais belas
Mulheres que ao teu lado, são sedentas de atenção
Teus braços se mexem e me fazem os ouvir
Pois em toda natureza
Meus ouvidos nada mais são além do que teus
E de tão entregue a ti, vejo teus dedos
Inebriarem flores com teu cheiro.
Apenas eu pensei que eles se movimentaram para me chamar
Teus cabelos mais parecem uma revoada de pássaros
Que voam juntos ao desejo mais cobiçado
E suas curvas no caminho da minha loucura
Esconde o ar que sempre me surpreende
Nas vezes em que sonhei repousar em teu ombro
Teus lábios se afastam, macios, molhados
Um sorriso se configura e tua boca chega ao ápice
Teus dentes reluzem o sol que, carinhoso, te toca
E eu me vejo, encantado, ao chão
Sem a mínima noção
Do que tu podes ser para mim
Ontem, quando dormi, eu tentei te encontrar
Mas acordei chorando ao ver que não estavas ali,
Do meu lado, como eu bem desejara.
Você me acontece e eu te realizo, perfeita
Mas um estalar de dedos me tira sua energia
E correr pelas ruas não vai me fazer te encontrar
Me resta, então, esperar a noite chegar
E te encontrar, fechando meus olhos, me chamando
Quando de sono eu não mais puder ficar de pé
Me iludindo para mais uma noite que vou dormir sorrindo
Na esperança de poder te encontrar.
>>> Madrugadas com lápis, na janela <<<
>>> Marcos Medeiros <<<

De todos os textos teus que li nesse blog, este é o mais lindo! Caprichou! Queria ter pelo menos 1/3 dessa tua facilidade de expor sentimentos que, talvez, até, nem sejam seus. Parabéns. Adorei =]
ResponderExcluirMarcos essa sua poesia esta linda. Ficou perfeita. Parabéns!
ResponderExcluirMaravilhoso Marcos parabéns.
ResponderExcluirAdoro a presença de vcs aqui. Obrigado! =)...
ResponderExcluirVocê me acontece e eu te realizo...
ResponderExcluirNem sei pq ainda me surpreendo c/ o q escreves.
É sempre perfeito!
Amo vc.
O modo como tu demonstra teus sentimentos me faz sentir a pessoa mais feliz do mundo. Sinto meu coração pulando ao ver que tudo isso é nosso, real, encantador. Obrigada meu anjo, tuas palavras são lindas, principalmente quando escuto pertinho de mim, com carinhos. Podendo então te agradecer pela perfeição e amor que sinto contigo. Te amo demais e adorei principalmente a 5° estrofe que me lembra o que você me fala todos os dias.
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